(via memorias-escritas)
(Fonte: giu-lianna, via sighoflove)
(Fonte: meliet, via memorias-escritas)
(via memorias-escritas)
(Fonte: acalento, via memorias-escritas)
kkk’
(Fonte: realidade-paralela, via 20l04l12)
Já faz um tempo que não te escrevo nada, nem um aval de quem sente, nem mesmo aqueles bilhetinhos que ficam pregados na geladeira pra lembrar de não esquecer. Faz tempo que não te lembro, que ignoro, que não me lembro de você. Na verdade, já faz um longo tempo que finjo não te ver por ai, sempre por ai e nunca por aqui, que finjo te esquecer. Hoje, mais do que em todos os outros dias, me bateu uma saudade amarga. Eu acordei cansada de não te ligar, de não conseguir mais engolir o orgulho, de nem lembrar mais o seu número de cor. Acordei um tanto quanto farta de não te lembrar com frequência, mas, de saber que sempre que o faço a ação tem um pesar. Antes de você partir eu esqueci de dizer que te amo, na verdade, que te amava. Esqueci de dizer que sua voz era a canção mais bonita de se ouvir, que seu sotaque era o mais carinhoso de imitar, que seu sorriso era o único que me fazia sorrir e da vontade que eu tinha de te abraçar. Esqueci, provavelmente, de dizer que não queria que você fosse. São tantas lembranças, saudades e palavras não ditas. Hoje, por alguns instantes, eu te quis de volta. Quis suas mensagens de bom dia e suas ligações na madrugada pra desejar boa noite, quis seu cheiro que estava longe perturbando meu nariz, eu quis. Eu queria. Quem queria deixa de querer, e eu deixei, deixei por que me lembrei que você só vem pra depois ir, que não faz o seu tipo chegar pra ficar. Eu deixei de querer por que lembrei de sorrir, e percebi que quando você estava por perto minha maior tendência era chorar. Deixei de querer por que não te impediria de ir, e você também não iria ficar. Deixei de querer por que você não estava aqui, e nem metade dessas coisas eu pude falar. (illbestrong)